ADUFF - SSind

Boletim Eletrônico da ADUFF
Gestão "Aduff Autônoma e Democrática: para não apagar o futuro!"
Ano 3  Nº 36  27/10/2005  
   
   
 
38 universidades em greve
e mais três podem entrar em greve nos próximos dias!
 
     
  Truculência da PM e da reitoria
contra grevistas da UFF
 
  Gás lacrimogêneo e de pimenta, cães e cassetetes. A Reitoria da UFF chamou a PM para reprimir o protesto pacífico dos grevistas em 25/10, no Valonguinho. Os manifestantes foram violentamente espancados. O estudante de economia, Antares Valente e o técnico administrativo José Bianco foram detidos, interrogados e depois hospitalizados. Há suspeita de que o estudante tenha sofrido lesão grave.  
 
Fotos: Zulmair Rocha

O estudante Antares Valente é
violentamente espancado antes de ser preso

 
Era para ser mais uma manifestação pacífica dos técnicos administrativos, estudantes e professores da UFF, em greve há dois meses. ADUFF e DCE participavam do protesto marcado pelo Sintuff para hoje, 25/10, às 9h, no campus do Valonguinho. Chamada pela Reitoria da UFF, a PM reprimiu com violência a manifestação. Gás de pimenta, gás lacrimogêneo e cães foram usados contra os manifestantes que foram espancados pelos policiais. O estudante de economia Antares Valente e o técnico administrativo José Bianco foram violentamente espancados, detidos, interrogados e hospitalizados.

Manifestantes ocupam reitoria - indignados com a atitude da reitoria, os manifestantes seguiram para o gabinete do reitor da UFF, Cícero Fialho, e ocuparam o local. Na reitoria, os policiais estavam armados com fuzis e debochavam dos professores, estudantes e funcionários. Ainda no meio do protesto, o reitor admitiu que mandou chamar a polícia, mas não esperava esse resultado. Para o diretor da ADUFF, Juarez Duayer, o que aconteceu foi uma selvageria. "Não havia tumulto. Eu estava lá desde a manhã. Fomos surpreendidos com a violência da polícia. Os policiais foram chamados pelo reitor e saíram de dentro do campus da UFF, eu nem sei como. Vamos ver que medidas jurídicas tomaremos. A PM não pode entrar em espaços federais. É absurdo. O estudante agredido nem era grevista e foi à universidade para assistir aula. Mas também ficou revoltado com a ação da polícia e por isso protestou!", declarou o dirigente. Os docentes e técnicos administrativos ocuparam a reitoria até a liberação do estudante e do funcionário. Os estudantes continuam a ocupação até a reunião do CUV, nesta quarta-feira, 26/10.

 
 

 
     
  CUV decide:
Polícia não entra mais na UFF!
e também recomenda afastamento de pró-reitor
 
     
 

Professor Juarez, diretor da ADUFF: "Ver estudantes aplaudindo a barbárie foi lamentável"

A decisão tomada pelo CUV, na manhã de quarta, 26/10, foi quase unânime: dirigentes universitários não poderão autorizar a entrada de forças repressivas (Polícia Militar e Polícia Civil) nos espaços da universidade. Por volta das 16h30, do mesmo dia, o reitor da UFF, Cícero Fialho assinou a decisão. O CUV também determinou a abertura de sindicância para apurar a violência policial cometida contra os grevistas na terça-feira, recomendando o afastamento do superintendente administrativo Mário Augusto Ronconi, de quem partiu a orientação para a invasão do campus.
 


Professora Sidênia pediu impeachment do reitor
 

Indignação! - esse foi o tom da reunião do CUV. O diretor da ADUFF e integrante do Comando Unificado de Greve, professor Juarez Duayer, lamentou a truculência. "O que aconteceu foi lamentável. Ver estudantes aplaudindo a barbárie foi muito triste. Isso tem relação com professores que instigam e estimulam estudantes contra a greve. O menino violentamente espancado queria assistir aulas e se indignou com a violência tão desnecessária", denunciou o dirigente.

 


Professor Emanuel, numa fala emocionada, disse que episódio lembrou a ditadura militar

Mesmo conselheiros contrários à greve não pouparam críticas à ação da PM. Sidênia Alves de Alencar Mendes, diretora da escola de enfermagem da UFF, chegou a sugerir o impeachment do reitor Cícero Fialho. A proposta, contudo, não foi apreciada.

Reunião do CEP suspensa -fracassou também a nova tentativa de alguns conselheiros de reverter a decisão do CEP que garante a reposição de aulas ao final da greve. A reunião de ontem foi suspensa por falta de quorum.

 
 

 
     
     
     
 

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