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Pressa marca CUV do dia 06 de maio |
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No último dia 06 de maio, o Conselho Universitário (CUV) discutiu dois assuntos importantes para a UFF: a mudança no vestibular e o Plano de Desenvolvimento Institucional. A sessão foi marcada por uma boa dose de pressa para aprovar os dois pontos, que mereciam maior tempo de debate e maturação junto à comunidade universitária. Mais uma vez, os exíguos prazos dados pelo governo federal para as discussões comprometeram na UFF a chamada autonomia universitária, abrindo espaço para um adesismo pouco reflexivo. Isto ficou muito claro na discussão acerca do novo modelo de vestibular. O novo vestibular O debate a respeito do novo modelo de vestibular foi iniciativa do Reitor Roberto Salles, que encaminhou documento a respeito do tema para discussão no Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP). Paralelamente, o documento foi encaminhado às câmaras e à PROAC. A partir daí, foi aprovado por unanimidade no CEP e na reunião conjunta das câmaras. Só depois de passar por todos esses fóruns a proposta chegou finalmente ao Conselho Universitário. “Fiz o que me cabia, que era iniciar a discussão nos dois conselhos”, disse Roberto Salles logo no início da sessão do CUV. Essa afirmação não impediu, no entanto, que vários conselheiros criticassem a forma como a discussão foi realizada: como o tema fora objeto de deliberação do CEP, não caberia ao CUV qualquer outra postura a não ser aceitar a proposta já aprovada. Do contrário, acabaria desautorizando a deliberação de um colegiado superior da universidade. A proposta aprovada na íntegra pelo CEP e apresentada ao CUV estabelece:
Críticas, questionamentos e protestos – o professor José Raphael Bokehi, no entanto, fez vários questionamentos e críticas em relação à proposta, sugerindo a necessidade de uma maior discussão a respeito do tema: “Essa é uma discussão importante, mas já foi objeto de deliberação do CEP. Não podemos nem mudar essa decisão. Pelo estatuto da universidade, quem discute a normatização do acesso é o CEP, mas quem discute a política universitária é o CUV. Eu acho importante fazer essa discussão aqui. Infelizmente, ela não foi feita antes. Temos que discutir isso com mais calma, pois a proposta foi apresentada há cerca de um mês pelo governo. Não sei se esse mecanismo de acesso proposto pelo governo é de fato mais democrático. Será que não vai ter o cursinho pré-ENEM em substituição ao pré-vestibular? A gente sabe que existe na faculdade particular o pré-ENADE. O vestibular, quando foi criado, também era visto como democrático e a gente hoje vê que não é. Temos que ter cuidado também ao dizer que a discussão foi democrática porque foi realizada no fórum dos coordenadores de graduação. Quero lembrar que esse fórum não existe, não é deliberativo. Democrático seria discutir essa questão aqui, no conselho máximo da universidade”, disse o professor.
Afonso Madureira, representante do DCE, também fez críticas e ponderações em relação à proposta: “O congresso estudantil da UFF aprovou que somos a favor do fim do vestibular, mas a favor do fim do vestibular de fato, do livre acesso à universidade. O MEC não pode colocar a corda no nosso pescoço. Mesmo com o novo ENEM, tenho certeza de que grande parte dos estudantes do Morro do Estado não vai entrar na universidade pública”, afirmou. Falta de democracia é elogiada – apesar dos protestos dos que defendiam mais discussão antes da votação, o reitor Roberto Salles manteve sua tradição truculenta e empurrou o ponto à votação. Mesmo os estudantes que defendiam a proposta do governo reconheceram essa postura, tanto que um grupo chegou a comentar entre gargalhadas e aplausos que “o Reitor passou o rodo”. Antes da votação, a maior parte dos representantes do DCE já havia se retirado do conselho em protesto justamente porque a proposta apresentada ainda não havia sido debatida profundamente nos fóruns do movimento estudantil. Apesar da falta de debate, com apenas quatro votos contrários, a proposta foi aprovada.
O PDI da universidade No segundo momento do CUV, o professor Emmanuel de Andrade apresentou ao Conselho a proposta de Plano de Desenvolvimento Institucional 2008/2012. Afirmou que o documento apresentado atendia a uma exigência do sistema de regulação da educação superior e que era necessário aprová-lo para permitir o recredenciamento da UFF. Nas palavras dele, “estamos trazendo esse documento aqui para deliberação com a sugestão de que durante o ano possamos fazer dois momentos de discussão do PDI: um em agosto com as unidades e o outro em outubro, para atualizar o documento. Ele mantém o eixo central do PDI 2003/2007: expansão das vagas e melhoria qualitativa dos cursos.” Emmanuel informou, por fim, que o documento havia sido aprovado por unanimidade na câmara conjunta do CUV. Pressa é criticada... de novo – mais uma vez, não faltaram críticas à forma apressada como a discussão estava sendo realizada. O professor Palharini afirmou: “Tenho dúvidas sobre o preparo da UFF para o processo de recredenciamento. Lamento que a UFF não dê a devida atenção às questões relativas à avaliação e recredenciamento. Lamento também que tenhamos que aprovar um PDI ainda não discutido, não maturado, não legitimado o suficiente para fazer frente a esse processo. Sei que precisamos aprovar um plano de desenvolvimento institucional, portanto votarei a favor da proposta, desde que se inclua no parecer que o PDI foi aprovado para fins de recredenciamento da universidade. Assim, não vai parecer que o CUV aprovou o PDI sem fazer discussão”. Apesar da argumentação de Palharini, o parecer foi aprovado sem o adendo proposto. Agora, a UFF já tem um plano de desenvolvimento institucional para os próximos anos. Pena que a comunidade universitária sequer tenha tido tempo de conhecê-lo e discuti-lo. Mais uma vez, prevaleceu a lógica do atropelo do debate. A pergunta que fica é: até quando?
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Ato contra as barcas marca |
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No dia 22 de maio, sexta-feira, diversas entidades estarão realizando um ato contra o serviço prestado pela concessionária Barcas S/A. A manifestação é intitulada como: “Ou as barcas mudam ou mudamos as barcas” e está marcada para começar às 7 horas, em frente à Estação Araribóia, justamente no local em que os passageiros enfrentam, diariamente, filas imensas. Entre os organizadores do protesto estão o Sindicato dos Trabalhadores da UFF (SINTUFF) e o DCE, que lembram que os serviços da concessionária Barcas S/A já estão sendo questionados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembléia Legislativa do Estado.
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Domingo é dia de Cinema! |
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Dia 17/5, às 9h, no Odeon, na Cinelândia, acontece mais uma atividade do projeto “Domingo é dia de Cinema”. O filme exibido será: “O que você faria?” (El Método). Logo após o filme, como de costume, ocorre um debate. O tema da vez é: O trabalho enobrece o homem? – com: Guilherme Marques Soninho (historiador e colaborador do Núcleo Piratininga de Comunicação, Marildo Menegatti (professor da UFRJ) e Marcelo Machado (militante do Movimento dos Trabalhadores Desempregados). Até onde você iria para garantir o seu emprego? - eles chegam para o teste de seleção na mesma manhã que Madri está sendo convulsionada por marchas de protesto contra a globalização e a política monetária do FMI, que ali realiza sua reunião. Logo são informados de que serão submetidos a uma seleção diferente da habitual - o chamado Método Grönholm. O grupo é deixado a sós numa sala fechada e, a partir de uma série de testes propostos pela empresa via computador, começam a interagir. De cara têm que descobrir quem é o agente da empresa infiltrado entre eles - já que o único funcionário que viram até então foi a secretária Montse (Natalia Verbeke) que os recebeu e os acompanha para fora da disputa com o mesmo imutável sorriso. São sete personalidades bem diferentes, mas, da jovem segura de si ao senhor machista, no começo todos acreditam ter o controle total sobre seu comportamento e suas emoções. Porém os jogos os colocam diante de várias situações-limite e, sabendo que estão sendo constantemente observados e avaliados, chegam a um nível de tensão insuportável. O resultado são embates brilhantes, alguns dolorosos, outros bem cômicos. Afinal, ninguém quer ser um dos seis a perder a disputa.(drama/ 115 min / 2005 / Espanha, Argentina, Itália). Baseado na peça de Jordi Galceran, "O Método Grönholm".
Textos: Stela Guedes e Carolina Barreto · Fotos: Stela Guedes |
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