|
|
Trote violento e machista na UFF |
Segundo notícia veiculada pelo Jornal “O Globo”, uma caloura do curso de Direito da UFF denunciou veteranos pela tentativa de aplicação de um trote violento e machista. Na última quinta-feira, a estudante teria sido levada para uma sala onde deveria fazer sexo oral em oito veteranos para ser dispensada da obrigação de coletar a cota de R$ 250 nas ruas. Caso cedesse, ela seria promovida à condição de veterana. Caso contrário, poderia optar por beijar os veteranos na boca, o que lhe renderia apenas um desconto na cota. De acordo com a aluna que não quis se identificar, as calouras consideradas mais bonitas eram levadas a um lugar diferente, onde eram coagidas e assediadas e as chamadas de “barangas” eram dispensadas. Quando se negou a participar a caloura recebeu um banho de água e farinha enquanto um dos veteranos tentava impedi-la de sair da sala. Apesar de tudo, ela conseguiu escapar e telefonou para parentes, muito abalada emocionalmente. Temendo passar por humilhações ainda maiores, ela não formalizou a queixa. Ao ser informado do caso, o pró-reitor adjunto de Assuntos Acadêmicos da UFF, Renato Crespo, disse à imprensa que estava aguardando a formalização da denúncia para tomar providências, o que ainda não foi feito. Já o estudante Gabriel Barbosa, diretor do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV), afirmou que não possui maiores informações sobre esse caso específico, mas que o trote na Faculdade de Direito da UFF é sempre bastante machista, homofóbico e racista. Apesar disso, infelizmente, é uma tradição que goza de grande prestígio junto aos estudantes deste curso. Gabriel informou também que o CAEV está discutindo a questão para avaliar qual a melhor maneira de intervir a respeito. A diretoria da ADUFF é contrária a qualquer recepção aos alunos que passe por situação de humilhação. A Universidade precisa ser um espaço de respeito, convivência, solidariedade e as recepções aos calouros devem promover essas atitudes e não o seu contrário.
|
Professor da UFF |
Na TV, no rádio, no jornal, nas conversas do dia-a-dia... para onde quer que se olhe, lá está ela, a gripe suína, como assunto de destaque. Trata-se de uma pandemia que em curto espaço de tempo já matou, no mundo inteiro, quase 2000 pessoas. No Brasil, até o último dia 12 de agosto, foram registrados 192 óbitos causados pela doença. Até bem pouco tempo atrás, uma gripe não causaria maiores preocupações à boa parte da população. Hoje, no entanto, o temor em relação à disseminação do vírus H1N1 transformou o álcool-gel e as máscaras em itens difíceis de se encontrar nas farmácias. A volta às aulas foi adiada em diversos estados brasileiros e gestantes estão licenciadas de seus postos de trabalho. Disso todos já estão cansados de saber, até porque a mídia não fala em outra coisa. Desejando entender melhor o que está em jogo quando se fala da gripe suína, a imprensa da ADUFF conversou com o professor Ralph Antônio Xavier Ferreira, coordenador do setor de infectologia do Hospital Universitário Antônio Pedro. Segundo o Professor Ralph, a questão da gripe suína tem sido tratada pelo Ministério da Saúde conforme as orientações da OMS: entre outras coisas, foram definidos hospitais de referência no tratamento da doença, houve tentativa de estabelecer uma relação de maior sintonia entre as secretarias estaduais e municipais de saúde e foram definidos os grupos de risco, que deveriam dispor de atenção diferenciada e acesso ao Tamiflu. Na opinião do professor, a doença acabou se disseminando não por negligência das autoridades de saúde governamentais, mas porque é muito difícil conter uma epidemia desse tipo. Apesar disso, ele admite que a gripe tem causado um grande impacto no sistema público de saúde. A sobrecarga do sistema pela doença expôs de maneira clara a sua precariedade, já velha conhecida de todos. No Hospital Antônio Pedro, no entanto, felizmente as coisas têm sido um pouco diferentes desse cenário mais geral: segundo ele, se estabeleceu uma relação amistosa entre a secretaria municipal de saúde e a direção do hospital, o que gerou um clima de ajuda mútua. A secretaria organizou o atendimento de maneira que os pacientes com suspeita de gripe suína são encaminhados primeiro aos postos de saúde. Desse modo, o HUAP é o hospital de referência somente para internação, o que tumultua bem menos o dia-a-dia por lá. Dos onze leitos de isolamento de que dispõe o HU, sete foram disponibilizados para os pacientes com gripe suína encaminhados pelos postos de saúde. A mídia e a gripe – o Professor Ralph se queixou do tratamento que a grande mídia tem dado à questão, responsável pela criação de um clima de verdadeiro pânico no seio da população. Ele salientou que o índice de letalidade da gripe suína chega a ser um pouco menor do que o de outras infecções virais, girando em torno de 0,5%: “Se for para estabelecer uma comparação, no mesmo período do ano passado se morreu tanto ou mais de outras infecções virais, entre elas a gripe comum”. Chamou atenção para a responsabilidade que a mídia tem no tratamento de temas relativos a questões de saúde pública: “A preocupação deveria ir além do mero interesse em vender mais jornal”. O professor falou ainda sobre as tentativas de elaboração de vacinas contra a gripe suína. Explicou que, como se trata de um vírus, é necessário isolá-lo no estágio de transmissão. A partir daí, será possível produzir a vacina e o Ministério da Saúde estabelecerá os critérios em termos de prioridade na vacinação. Segundo ele, com a elevação da temperatura, a expectativa é de que o número de casos da doença diminua sensivelmente. Inicialmente, estimava-se que o pico de transmissão da doença seria no fim de agosto, mas já se observa uma relativa diminuição no número de casos notificados. Por fim, o Professor Ralph explicou que o vírus H1N1 existe naturalmente em aves aquáticas que migram ao redor do mundo, passando por vários continentes, levando estes vírus. Ao ser transmitido para o porco, o vírus sofre modificações e só então é transferido a humanos. Segundo ele, é muito difícil evitar que esse tipo de doença se dissemine, pelo menos num primeiro momento. A varíola foi erradicada no mundo e outras doenças virais como o sarampo e a poliomielite já estão sob controle em nosso país. No Brasil, o último caso de poliomielite pelo vírus selvagem foi notificado em 1989. A vacina específica contra o vírus H1N1 já é uma realidade e, segundo o Ministério da Saúde, o governo brasileiro já comprou milhões de doses que serão distribuídas à população.
|
|
Indique um colega: envie-nos um e-mail para o endereço imprensa@aduff.org.br, informando o nome e o endereço eletrônico de seu colega, com o assunto "INDICAÇÃO". Se desejar cancelar a sua assinatura envie-nos um e-mail para o endereço imprensa@aduff.org.br, informando o seu nome, instituição e endereço eletrônico com o assunto "CANCELAMENTO". |
|
|||
| O Boletim Eletrônico Aduff é uma publicação da Associação dos
Docentes da UFF Endereço: Rua Lara Vilela, 110, São Domingos - Niterói - RJ - CEP 24210-590 Telefones: (21) 2622-2649 e (21) 2620-1811 Presidente: Marina Barbosa Diretor de imprensa: Larissa Dahmer Pereira e Heliane Lopard Jornalista responsável: Stela Guedes (MTb 17143) Estagiária: Carolina Barreto da Silva Gaspar Criação, Design e Produção: Fabiano Brum |
|||