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Boletim Eletrônico da ADUFF
Gestão Autônoma, Democrática e de Luta - Biênio 2008/2010
Ano 8     10/09/2009  

 

Próxima AG da ADUFF

Quarta-feira, dia 16/09, às 15h, na Faculdade de Educação, no auditório Paulo Freire

Pauta:

  1. Informes Nacionais e Locais
  2. Atualização da Pauta interna dos docentes da UFF
  3. Proposta do governo que altera o Regime de Dedicação Exclusiva dos Docentes

 

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Governo quer criar mais uma classe e duas modalidades para remunerar docentes

A proposta de ajuste que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP está construindo para a carreira de magistério do ensino superior prevê a criação de uma nova classe docente – a de professor sênior -, além de dois adicionais de remuneração: o adicional pós lato sensu e o de preceptoria. Esta foi a informação repassada pelo secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP, Duvanier Paiva, aos representantes do ANDES-SN que participaram da primeira reunião destinada a discutir a carreira docente, no dia 10 de agosto. Uma segunda reunião já aconteceu nesta última quinta-feira (3/9).

Leia os relatórios das reuniões e a minuta da proposta:

 

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Grito dos excluídos reúne cerca de 300 pessoas no Rio

“Vida em primeiro lugar: a força da transformação está na organização popular”, foi o mote da 15ª edição da atividade que reuniu cerca de 300 pessoas no Rio. Houve protestos em vários estados. Em Brasília diversos militantes foram agredidos por Policiais Militares. A professora Marina Barbosa, presidente da ADUFF, esteve no protesto representando a entidade no ato do Rio.

Fotografia do Dia dos Excluídos mostra as faixas "Fora Sarney! Cadeia para os corruptos e corruptores!" e "Outra Maré é possível pela valorização da vida e o fim da violência".

O feriado de 7 de setembro amanheceu nublado e uma chuva fininha ameaçava comprometer o ato, cuja concentração estava marcada para às 8h, na esquina da Uruguaiana com a Presidente Vargas. Mas antes das 9h as nuvens se dissiparam e um sol de verão já inundava as ruas do Centro do Rio de onde foram chegando militantes dos diversos movimentos sociais. Aos poucos, faixas, cartazes e bandeiras vermelhas definiram: o dia não seria apenas verde e amarelo.

De um lado da imensa Avenida a tradicional parada militar. Do outro, cerca de 300 manifestantes protestaram contra os efeitos da crise econômica e as demissões, por emprego e melhores salários, pela manutenção dos direitos e pela sua ampliação, por Reforma Agrária e Reforma Urbana Já, em defesa dos nossos recursos naturais (fortalecendo a campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso), contra a corrupção, a impunidade, a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais. As armas e tanques que constantemente ameaçam moradores de favelas e militantes sociais estavam do outro lado e era lá que a Polícia Militar deveria estar, mas ela não saiu de perto da manifestação popular e cercou o ato ostensivamente.

Greve – durante a atividade, os profissionais das escolas estaduais distribuíram panfletos informando que entrariam em greve na terça-feira (dia 8 de setembro) em defesa do plano de carreira e da incorporação imediata da gratificação do Nova Escola. O panfleto informava, ainda, que ao meio dia, também da terça-feira, a categoria se concentraria na Candelária, seguindo em passeata pela Avenida Rio Branco até a ALERJ. A proposta é acompanhar as discussões sobre a votação do projeto de lei 2474, do governador Sérgio Cabral, que altera o plano de carreira da educação estadual e propõe a incorporação da gratificação do Nova Escola em seis anos, o que os profissionais de educação não aceitam. A greve é por tempo indeterminado.

Arte no protesto – vários grupos participaram da atividade através do teatro e da performance. O Curso de Formação Teatral Militante, que reúne vários movimentos, entre eles, o MST e o Fórum do Meio Ambiente dos Trabalhadores da Zona Oeste, por exemplo, realizou pequenas cenas criticando a violência policial. “Nossa objetivo é sempre discutir o teatro e a política, recentemente o Grupo ‘Tá na Rua’ veio discutir conosco e chamaremos outros”, disse Elenice Campos, uma das integrantes do curso. Já o Coletivo “Heróis do Cotidiano”, levou a irreverência para a manifestação. O grupo é composto por oito artistas (performers, atores, cenógrafos, figurinistas, produtores) que realizam intervenções urbanas. De acordo com o cenógrafo Gilson Motta, professor da Universidade Federal de Ouro Preto, a intervenção do coletivo consiste em “lançar um olhar irônico e atento sobre a questão do cotidiano de lutas de heróis desconhecidos. Queremos descobrir os heróis do dia-a-dia, aqueles trabalhadores e trabalhadoras que sobrevivem não se sabe como e não aparecem em lugar algum”, comentou o artista que interpreta o “herói da organização”. Os outros personagens são os “heróis”: do entendimento, da eficiência, da escuta, da diversão, da paciência, da perspicácia e da força, elementos considerados pelo grupo como fundamentais para as mudanças necessárias na sociedade.

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