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ADUFF promove seminário |
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No último dia 07 de outubro, a ADUFF promoveu, na Faculdade de Educação, um seminário sobre a carreira docente. O principal objetivo desta iniciativa foi mostrar aos professores o que está em jogo nas propostas de mudança na carreira docente que têm sido feitas pelo governo. Há uma série de problemas nas propostas governamentais e eles foram debatidos pelos professores de nossa universidade após intervenções bastante elucidativas realizadas pelos professores Armando Cypriano, da diretoria da ADUFF, e Luis Mauro Sampaio, do ANDES-SN. O Professor Armando iniciou sua intervenção fazendo um breve histórico sobre as negociações do PL de carreira entre ANDES e governo. Ele explicou que a todas as AD’s tem rejeitado o PL do governo porque, além de ferir princípios caros ao sindicato nacional no debate sobre carreira, ele ainda cria novas barreiras para a progressão e gera achatamento salarial nos níveis iniciais da carreira docente. Nas palavras do Professor Armando, “o governo deseja se ver livre das conquistas que obtivemos através do PUCRCE para que goze de autonomia na gestão de pessoal e possa, com isso, acabar com a isonomia, a paridade e a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. O PL governamental cria uma nova classe – a de professor sênior – e duas novas gratificações – uma para coordenação de curso e outra para preceptoria. As classes da carreira seriam D1, D2, D3 e associado, sendo que um professor doutor recém-egresso iniciaria pelo D1 recebendo cerca de 1500 reais a menos por mês do que recebe um professor adjunto”. Ele explicou ainda que na realidade o que o governo está tentando fazer não é reestruturar a carreira existente, mas sim criar uma nova a partir de dois cargos: o de professor do magistério federal e o de professor titular, que terá remuneração equivalente ao último nível do professor sênior. Por fim, abordou brevemente o pacote da autonomia, conjunto de medidas governamentais que visam estabelecer uma nova relação entre a universidade e as fundações. Disse ainda que o ANDES-SN tem se esforçado para elaborar uma proposta de carreira única para as IFES. O Professor Luis Mauro iniciou sua intervenção lembrando que o PUCRCE foi fruto de uma série de greves realizadas pela categoria docente na década de 80. Nas palavras dele, “nos últimos 16 anos, os sucessivos governos têm buscado implementar um mesmo projeto de universidade, sem qualquer perspectiva de mudança. A lógica subjacente a esse projeto é totalmente voltada para o mercado e a educação passa a ser vista cada vez mais como um serviço. O neoliberalismo tem sido bem-sucedido na tarefa de tornar as soluções individuais preponderantes em relação às coletivas. Essa proposta de carreira que o governo nos apresenta hoje já existia na década de 80, mas sua implementação foi barrada pelas lutas do movimento docente. Resultado: o projeto acabou sendo fatiado e reaparece agora, estreitamente vinculado a um projeto de universidade mercantil.” Segundo o Professor Luis Mauro, o PL que está neste momento em discussão anula todos os direitos conquistados anteriormente, criando nova remuneração para uma elite de professores que poderão fazer pesquisa. Na visão dele, o que está em jogo é, entre outras coisas, a separação entre ensino e pesquisa. Afirmou ainda que, para balizar a progressão na carreira, se fala em avaliação de desempenho, mas esta se limita ao nível individual, não estando ancorada num processo consistente de avaliação institucional. Por fim, afirmou que sempre que o ANDES-SN toca em questões salariais o governo responde com uma tentativa de mudar a carreira docente, que precisa mesmo de modificações, porém em outra direção. Ao final das intervenções, os professores presentes puderam tirar dúvidas e se manifestar acerca do exposto. Foi uma atividade bastante enriquecedora, que certamente ajudará a subsidiar nossos futuros debates sobre carreira.
Todos a Brasília para atividade do ANDES-SN no dia 21! No próximo dia 21 de outubro, o movimento docente fará uma atividade em Brasília para pressionar o MPOG pelo registro sindical pleno do ANDES-SN. A idéia é promover uma caravana à capital reforçada por ativistas do movimento estudantil e de outros movimentos sociais. Nos dias 23 e 24 haverá, também em Brasília, reunião do GTPE do ANDES-SN. Se você, professor, deseja participar da nossa marcha a Brasília, entre em contato com a ADUFF. O sindicato nacional é um patrimônio de todos nós. Desse modo, é importante que ajudemos a defendê-lo contra todos os ataques que surgirem, como esse ao registro sindical.
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