ADUFF - SSind

Boletim Eletrônico da ADUFF
Gestão LUTAR NA VOZ ATIVA (biênio 2010-2012)
Ano 10     29/03/2011  

 

Treze presos em protesto contra Obama

Na sexta-feira, 18 de março, aconteceu uma manifestação contra a presença do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Brasil. A manifestação, organizada pela CSP – Conlutas, ocorreu normalmente desde sua concentração, na Candelária, até a chegada ao consulado norte-americano. Em passeata pela Avenida Rio Branco, manifestantes entoaram palavras de ordem e carregaram cartazes, contra a política imperialista, em defesa da soberania nacional.

Na chegada ao consulado, os manifestantes já se preparavam para o encerramento do ato, quando um pequeno grupo atirou um coquetel molotov em direção ao consulado. Imediatamente, a tropa de choque da política militar reagiu com violência, lançando muitas bombas de efeito moral em direção aos manifestantes, e dispersando o ato.

Estudante da Faculdade de Direito participa do plebiscito sobre os cursos pagos.

Contudo, vinte minutos depois de encerrado o ato, quando os militantes se dirigiam, em pequenos grupos, à Cinelândia pela Avenida Beira-Mar (longe, portanto, do Consulado), dezenas de policiais com armas em punho renderam um pequeno grupo de militantes que carregava suas bandeiras fechadas. Aqueles militantes, embora não tivessem qualquer relação com o grupo que lançou irresponsavelmente o artefato, foram escolhidos para pagar pela atitude. Eram, em sua maioria, ligados à área da educação, incluindo alunos e ex-alunos da UFF, e vários dirigentes do SEPE/RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação). Entre os detidos, havia um menor de idade, e uma senhora de 69 anos, famosa torcedora do Fluminense, conhecida como “Vovó Tricolor”, que viu a passeata pelo Centro e, por concordar, resolveu aderir.

Estudante da Faculdade de Direito participa do plebiscito sobre os cursos pagos.  

Depois de passarem a noite na delegacia, foram todos levados para presídios (Água Santa e Bangu 8, e o menor seria encaminhado ao Instituto Padre Severino). Nos presídios, foram tratados com status de presos políticos, e ficaram separados dos demais presos, mas sujeitos às mesmas rígidas regras disciplinares, inclusive tendo suas cabeças raspadas (foto). “Acho que só não fomos agredidos fisicamente porque tinha muita pressão política vindo de fora, com apoio da OAB, parlamentares, sindicatos, partidos políticos, entre outros”, afirmou Rafael Rossi, ex-estudante da UFF, atualmente professor da rede pública.

Depois de passarem o final de semana no presídio, os militantes conseguiram a liminar que permitiria sua liberação logo após a saída de Obama do Brasil, no dia 21. Sua libertação foi comemorada pelo conjunto dos movimentos sociais, mas segue a batalha pela retirada das acusações. No dia 31 de março, acontecerá um ato pelas liberdades democráticas e contra a criminalização dos movimentos sociais, na Faculdade de Direito da UFRJ, às 18 horas.

Nota de solidariedade aos presos políticos da manifestação contra Obama

A ADUFF – SSind vem, por meio dessa, manifestar sua solidariedade aos treze militantes presos no último dia 18 de março, em protesto contra a presença do presidente norte-americano, Barack Obama, no Brasil. Esses militantes passaram três dias presos, tiveram seus cabelos raspados e mesmo depois de conseguirem uma liminar, seguem sob a ameaça de processo, inclusive com a possibilidade de serem enquadrados na Lei de Segurança Nacional.

Entendemos que essa ofensiva faz parte de um processo mais amplo de recrudescimento de criminalização das lutas sociais em nosso país. A liminar concedendo o habeas corpus aos militantes foi importante, mas é só o primeiro passo. Exigimos a retirada das acusações. E conclamamos os demais movimentos sociais a ocupar as ruas em defesa do direito de livre manifestação, de nossos direitos fundamentais e da soberania do país contra os interesses do imperialismo.

ADUFF – SSind, março de 2011

 

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Segue luta contra a privatização da CLIN

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) encontrou irregularidades no edital de licitação da Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN) e suspendeu, por prazo indeterminado, o processo licitatório.

Mesmo assim, segue a mobilização contra o processo de mobilização da empresa. Na quarta-feira, 16 de março, foi realizado um ato público em frente à sede da CLIN, no bairro de São Lourenço para pressionar a prefeitura a manter a empresa pública. Participaram da atividade trabalhadores da CLIN, ativistas de diversos movimentos sociais e os vereadores Renatinho (PSOL) e Waldeck (PT). Trabalhadores temem perder seus empregos e a sociedade niteroiense teme a possibilidade de ter que pagar taxas por um serviço que de obrigação da prefeitura.

 

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Dia de luta em defesa da educação pública

No próximo dia 31 de março, haverá um grande ato público no Centro do Rio em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade. A concentração do ato, organizado pelo Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública, está marcada para 10h, na Candelária.

A manifestação deve reunir professores, estudantes e funcionários de escolas e universidades. As redes públicas municipal e estadual terão greve nesse dia, para fortalecer a mobilização. Os estudantes adiaram para esse dia o tradicional ato do “Dia do Estudante”, 28 de março, em homenagem a Edson Luís, estudante morto pela ditadura militar em 1968.

Entre as pautas prioritárias do ato está um Plano Nacional de Educação apresentado pela sociedade e a garantia de 10% do PIB para investimentos na educação pública.

 

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Manifestação contra a privatização da saúde

Estudante da Faculdade de Direito participa do plebiscito sobre os cursos pagos.  

Outra atividade importante prevista para as próximas semanas é o Dia Mundial da Saúde, que acontece em 7 de abril. Este ano, o ato tem como eixo central o combate às diversas formas de privatização da saúde, e o lema é “Saúde não é mercadoria, sua vida não tem preço”.

A concentração está marcada para 11 horas, na Associação Brasileira de Imprensa. De lá, o ato se dirigirá para a Assembléia Legislativa, onde apresentará seu apoio à recém-criada CPI da Saúde, e depois, à Câmara Municipal, onde pedirá a retirada da lei que permite que organizações privadas administrem hospitais públicos, encerrando a atividade na Cinelândia.

A comunidade universitária tem participado do processo de construção, e tem uma pauta diretamente relacionada ao eixo, que é a Medida Provisória 520, editada no dia 31 de dezembro pelo ex-presidente Lula, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que abre a possibilidade para a privatização dos hospitais universitários.

 

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