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ADUFF
participa do 1º de Maio de luta
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| Cristina Miranda, representante do ANDES-SN durante
a manifestação |
Para cerca de 400 ativistas do movimento social do Rio de Janeiro, o
feriado chuvoso do 1º de maio foi mais um dia de luta, marcado pela
realização de um ato classista na Cinelândia. Ao contrário
do que aconteceu em diversos pontos da cidade na data, na Cinelândia
não houve showmício com estrelas da música popular
ou sorteio de carros. Contrastando com os atos despolitizados organizados
por CUT e pela prefeitura da cidade por ocasião do Dia do Trabalhador,
militantes ligados a CONLUTAS, Intersindical e MST optaram por realizar
uma manifestação combativa no centro do Rio. Desse modo,
ao invés de diluir as reivindicações e lutas dos
trabalhadores em megaeventos despolitizantes, esses ativistas as realçaram
neste 1º de Maio. A mensagem que fica é clara: o Dia do Trabalhador
é um dia de luta contra os ataques aos direitos trabalhistas, que
têm se multiplicado numa velocidade impressionante durante o Governo
Lula. Foi essa mensagem que o ANDES-SN passou em sua saudação
ao ato através da professora Cristina Miranda, também presidente
da ADUFRJ: O 1º de Maio deve ser marcado,
portanto, como um dia de luta, pela conquista de direitos sociais
e dignidade no trabalho. Muitos dos direitos conquistados,
com suor e sangue, hoje estão ameaçados, no Brasil e em
várias partes do mundo.Por isso esse deve ser também um
dia de denúncia da retirada de direitos que segue em todo o mundo.E
a denúncia que o ANDES-SN traz aqui neste dia é a da tentativa
de destruição do serviço público e da educação
pública e do desmonte que as universidades vem sofrendo por falta
de financiamento do Estado, o que tende a se aprofundar cada vez mais
com a proposta do governo lula de contra reforma universitária,
por meio do REUNI.
A concentração do ato na Cinelândia estava marcada
para as 15h. Aos poucos, chegavam militantes do movimento sindical, estudantil
e popular. A chuva incomodou um pouco, mas não foi capaz de esfriar
os ânimos de ninguém: lá estava a parcela mais combativa
do movimento social do Rio de Janeiro. A manifestação foi
iniciada com uma apresentação do grupo de teatro do SINDJUSTIÇA.
A esquete encenada tinha como tema o assédio moral. Logo após,
iniciaram-se as falas das entidades presentes. FOE, CONLUTE, CONLUTAS,
Intersindical, MST e diversas outras utilizaram seu tempo ao microfone
para saudar a realização daquele ato classista e resgatar
o significado histórico da data. Ao final da tarde, o grupo musical
Erva Doce se apresentou, brindando os presentes com um belo
repertório de música popular brasileira.
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