O Grupo de Trabalho de Política de Organização Sindical das Oposições (GTO) do Andes-SN esteve reunido, nos dias 20 e 21 de novembro, na sede do Sindicato Nacional, em Brasília, contando com representantes de diversas seções sindicais.
Pela Aduff, compareceram as professoras Eblin Farage (Escola de Serviço Social), que é ex-presidente do Andes-SN e do sindicato da categoria na UFF, e Susana Maia (Departamento Interdisciplinar de Rio das Ostras), que é a atual tesoureira e já esteve secretária geral da Associação de Docentes.
Além da reunião do GTO, ocorreu o seminário “Não em Nosso Nome: Só o ANDES-SN nos Representa”. Ambas as atividades se caracterizaram por um momento de análise da conjuntura política e econômica nacional e internacional e pela preparação de preposições que serão apresentadas no próximo Congresso do Andes-SN, que acontecerá em Salvador, em março de 2026.
Criado pelo 67º Conad, em julho deste ano, o GTO tem como objetivo organizar a mobilização docente nas instituições em que a representação local tenha rompido com o ANDES-SN ou tenha sido constituída sem vínculo com o sindicato nacional.
Segundo Susana Maia, esse é um espaço muito importante para discussão e defesa do projeto de sindicato que está em construção no âmbito do Andes-SN.
"Mesmo que não enfrentemos em nossa seção sindical o ataque da Proifes Federação, a defesa e garantia de um sindicato nacional classista como único representante de professores e professoras é uma luta de todos e todas nós", afirmou a professora. "Na Aduff, os debates recorrentes ao GTO serão incorporados no âmbito do Grupo de Política de Formação Sindical (GTPFS)", complementou Susana.
Para Eblin Farage, o encontro do GTO também representou um avanço na compreensão dos desafios enfrentados pela organização sindical docente.
Segundo ela, a análise de conjuntura amadurecida no GTO é fundamental para fortalecer o diálogo com toda a categoria — especialmente com bases sindicais que hoje não estão organizadas no ANDES-SN. “A cada reunião avançamos na caracterização desses desafios, articulando elementos locais, nacionais e internacionais ligados à organização da classe trabalhadora diante do ultraneoliberalismo”, afirmou.
De acordo com Eblin, é preciso considerar o crescimento da participação de seções sindicais no GTO, incluindo aquelas que não enfrentam diretamente, em suas bases, disputas com outras entidades. "Esse movimento demonstra que a defesa de um modelo de organização sindical independente e comprometido com a categoria tem sido assumida coletivamente", disse.
Da Redação da Aduff







