A Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), foi tomada por, aproximadamente, 200 mil mulheres negras do Brasil e de outros 40 países no dia 25 de novembro, durante a 2ª Marcha das Mulheres Negras, realizada uma década após a significativa manifestação de 2015. Com o tema “Por Reparação e Bem Viver”, o ato denunciou a persistência das desigualdades raciais e reivindicou direitos fundamentais, como acesso à moradia, emprego, segurança, vida livre de violência e políticas de reparação para a população negra.
Construída a partir da articulação de organizações nacionais e internacionais, a Marcha reforçou demandas históricas de uma parcela da sociedade forjada em um passado colonial e não superado na sociedade capitalista. Ao contrário, se mantém.
Unidade sindical garante participação de mulheres do RJ
A mobilização foi organizada pelo Comitê Nacional da Marcha das Mulheres Negras e contou com a participação da Aduff-SSind, representada pelas professoras que integram o Grupo de Trabalho de Políticas de Classe para as Questões Étnico-Raciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS): Alexsandra Oliveira (UFF – Santo Antônio de Pádua), Susana Maia (UFF – Rio das Ostras e diretora da Aduff) e Sonia Lúcio Rodrigues (Escola de Serviço Social), ex-dirigente da Aduff e do Andes-SN.
A Aduff, em parceria com outras entidades sindicais, viabilizou um ônibus para levar professoras, estudantes, técnico-administrativas e militantes de coletivos negros à Marcha. Contribuíram para o rateio do transporte: Aduff-SSind, Sintur-RJ, Adufrj, Adesfaetec, Andes-RJ, Asduerj, Adur-RJ, Adcefet, Aduenf, Coletivo Resistência Niterói, Sindipetro Caxias e Sintuff.
“A iniciativa só foi possível graças ao apoio financeiro e político de diversas seções sindicais e organizações do Rio de Janeiro, que se somaram ao esforço coletivo para garantir a presença do grupo no ato”, afirmou Susana Maia.
Para ela, a Marcha foi “um marco”, um momento de profunda conexão com a ancestralidade, resistência, alegria e luta. “A luta pela Reparação e pelo Bem Viver é permanente e se articula diretamente à construção de uma sociedade justa, livre de exploração e de todas as formas de opressão”, afirmou, destacando que o projeto de educação e sociedade defendido pelo Andes-SN se inscreve nessa perspectiva.
Alexsandra Oliveira também ressaltou a intensidade da mobilização. “Éramos todas em um só canto: pelo fim do racismo, do extermínio da juventude negra e por uma educação antirracista no cotidiano das nossas instituições de Ensino Superior, Educação Profissional e Educação Básica”, disse. “Nós, intelectuais negras, seguimos marchando pela Reparação e pelo Bem Viver também nas nossas Universidades”, completou.
Da Redação da Aduff







