Mai
28
2024

Não é o Proifes e nem o governo que encerram nossa greve, afirmam docentes em ato unificado da Educação

Convocado pelo Fórum dos Setores da Educação do Rio de Janeiro, o ato reuniu diversas entidades em greve nesta terça (28), com concentração no Largo do Machado e caminhada até o Palácio da Guanabara

Não é o Proifes e nem o governo que encerram nossa greve, afirmam docentes em ato unificado da Educação / Luiz Fernando Nabuco

A manifestação que uniu a luta das redes federais, estadual e municipais de ensino por mais recursos para o setor e pela valorização dos trabalhadores da Educação pública aconteceu no dia seguinte à assinatura de um acordo entre o governo federal e o Proifes, entidade sem carta sindical e braço do governo, que tinha como objetivo por fim à greve nacional do movimento docente.

Docentes da Universidade Federal Fluminense participaram da manifestação e levaram para as ruas a indignação com a tentativa de golpe, exigindo do governo Lula o retorno das negociações com o Andes-Sindicato Nacional. Após um dia tenso, ontem, em Brasília, o governo recuou da decisão de que a reunião de segunda (27), que sequer aconteceu, seria a última da mesa específica e temporária de negociação e confirmou reunião na próxima segunda (03) com o Andes-SN, embora tenha reafirmado que não irá mais negociar.

Prevista para ser realizado às 14h, o encontro será antecedido por mobilizações em Brasília e nos estados. Docentes da UFF já se organizam para a construção de uma ação em frente à Reitoria da Universidade, com o objetivo de pressionar o governo para dar continuidade às negociações.

“Desde o começo, o governo disse que não iria negociar, que não tinha margem para mais nada. Mas a medida que a gente construiu o indicativo de greve, deflagrou a greve e intensificou nosso movimento, começaram as negociações. O que foi conquistado até agora é aquém do que defendemos, mas sequer aconteceria se tivéssemos acreditado nessa narrativa. É óbvio que depois da assinatura com o Proifes vai ficar mais difícil, mas a gente tem que usar essa traição para reforçar nossa luta e pressionar fortemente o governo na reunião do dia 3. O governo disse que não vai dar mais nada, mas ele já disse isso antes e voltou atrás”, defendeu, no ato, a professora do IACS e integrante do Comando de Greve Local da Aduff, Marina Tedesco.

Para o professor da UFF de Volta Redonda e integrante da diretoria da Aduff-SSind, Rafael Mendonça, o Ministério da Educação também tem que mostrar, de fato, a que veio. “O MEC tem que mostrar o compromisso desse governo com a Educação no país. As negociações estão a cargo do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), e a ‘inovação’  até agora é, mais uma vez, a assinatura de um acordo ilegítimo com uma entidade cartorial que foi criada para ser um braço do governo”, destacou no ato.

Nas ruas, profissionais da Educação das redes federal, estadual e municipal, lado a lado com o movimento estudantil, defenderam a recomposição orçamentária e salarial no setor, a revogação do Novo Ensino Médio e o compromisso dos governantes com a Educação pública, com um pedido de Fora Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro.

Da Redação da Aduff

Não é o Proifes e nem o governo que encerram nossa greve, afirmam docentes em ato unificado da Educação / Luiz Fernando Nabuco

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